Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Ec 4.9,10.

Nós esposas de pastores, muitas vezes nos sentimos sós em nossa caminhada  e sofremos por causa disto. Muitas de nós vivem sob intensa pressão e grandes expectativas dos membros da igreja, do esposo e do próprio contexto sócio-cultural. Gostaríamos de ter alguém com quem pudéssemos compartilhar e que nos ajudasse em nossas fraquezas e dificuldades, proporcionando-nos restauração e crescimento.

Deus, que é conhecedor da nossa natureza e da necessidade de relacionamentos saudáveis que todo ser humano tem, claramente nos diz em sua Palavra que “não é bom estar só, e que é melhor serem dois do que um, e que o cordão de três dobras não se rompe tão depressa”.

Face a esta verdade das Sagradas Escrituras é fundamental estarmos perto de alguém que saiba quem somos, com quem possamos falar das coisas que nos afligem, que nos ouça e que nos diga o que precisamos de ouvir.

Em nossa caminhada entre as esposas de pastores dos diversos Estados por onde temos passado e norteadas pelo Projeto de Pastoreio da Ormiban, estamos incentivando as esposas de pastores a se envolverem em grupos de comunhão, que ao longo do tempo possam se transformar em grupos de pastoreio mútuo, onde cada esposa possa ter a oportunidade de desenvolver relacionamentos saudáveis, cuidar e ser cuidada. Algumas mulheres justificam o fato de ficarem sós porque querem ouvir a Deus. É evidente, que termos momentos a sós para escutarmos a Deus e aos nossos pensamentos é excelente, pois são momentos assim que nos possibilitam reavaliar nossa trajetória  e traçar novos objetivos, mas no dia a dia  devemos tem alguém que nos ajude. Alguém com maturidade e experiência para nos acompanhar na caminhada.

Embora não tenhamos dúvidas quanto ao valor e importância de um projeto de pastoreio, entre esposas de pastores, temos consciência de que alguns fatores dificultam a participação em um grupo, tais como: a) Falta de confiança na proposta; b) Não se admitir a necessidade de participar de um grupo de pastoreio, e c) Não querer se expor.

A proposta do projeto de pastoreio entre esposas de pastores se fundamenta nos seguintes valores:
a) Relacionamentos comprometidos e saudáveis;
b) Reunir-se com um mesmo grupo ao longo de um período para aprofundar a amizade e desenvolver confiança;
c) Leitura e compartilhamento da Palavra;
d) Prestação de contas.

Finalizamos, desafiando cada esposa de pastor a buscar um trio de comunhão, onde cada uma possa ouvir e ser ouvida, encorajar e ser encorada e dar apoio e aprovação.

ednalva-novafoto

 

 


Ednalva B. Vila Nova
Coordenadora Nacional da ANEM