Create a Joomla website with Joomla Templates. These Joomla Themes are reviewed and tested for optimal performance. High Quality, Premium Joomla Templates for Your Site

PALAVRA DO PRESIDENTE

PASTOREIO DE PASTORES: PARA PASTORES QUE SÃO OVELHAS!

“Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada.” Atos 8:32-33

Amados pastores,

Graça e Paz!

O eunuco não estava entendendo o texto, precisava de alguém para explica-lo e Deus envia Filipe para fazer esta explanação. Mas o que realmente tem a ver o texto dos versículos 32 e 33 com os demais versículos do capítulo 8 que vai culminar com o batismo do eunuco?

Para uma nação como o Brasil acostumada a ouvir falar de batismo, sendo batizados ou na Igreja Católica Romana ou na Igreja Evangélica, parece que batismo é apenas uma prática religiosa que muitos já o fizeram. Todos nós, pastores, sabemos que ser batizado com o batismo de Jesus, significa, morrer para si mesmo, para sua natureza terrena e renascer em Cristo Jesus como uma nova criatura, abrindo mão de seus prazeres carnais e pecados para viver uma vida de santidade na presença de Deus.

O egoísmo que imperava na minha natureza terrena, antes de Cristo, agora deve dar lugar ao fruto do Espírito, que é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Antes de Cristo, a natureza de um homem quer fazer justiça com as próprias mãos, quer se vingar, quer andar isolado, busca os próprios interesses, revida a qualquer insulto e vive na murmuração ou semeando contendas. Antes de Cristo, é bode, depois de Cristo, se torna ovelha. É interessante notar que o bode se alimenta de tudo o que encontra pela frente. A ovelha, não. O bode não se submete, a ovelha é submissa. O bode só se aproxima de alguém por interesse, e mesmo, assim, dando coices violentos a qualquer movimento inesperado do seu dono. A ovelha segue o seu pastor.

Éramos filhos da ira, filhos da desobediência, assim como é um bode. Qualquer pastor, tem facilidade de identificar no meio da congregação as ovelhas e os bodes. As ovelhas seguem, obedecem, conhecem a voz e atendem ao chamado do pastor. Os bodes não.

Estamos trabalhando para implantar o projeto de pastoreio de pastores em todos os estados de nossa nação. Muitos pastores estão isolados, andando sozinhos e apesar de fazer parte da ordem, não andam junto ao rebanho.

Quando Eliseu ordena a Naamã que se banhasse 7 vezes no Rio Jordão para ser curado da lepra, ele fica indignado. Mas o pedido era simples, como reconheceram os servos de Naamã. O problema era a obediência, sem questionamentos. Jesus, “como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim, ele não abriu a boca. E é este o batismo que Ele deseja de nós, negando a si mesmos, dia a dia tomando a cruz, e seguindo a Ele incondicionalmente.

Cada um de nós, que fomos chamados para exercer o ministério pastoral, não podemos nos esquecer que, exercemos uma função, mas não podemos perder a natureza do ser. Exercemos o pastorado, mas quando formos arrebatados, só o seremos ser formos ovelhas. Nenhum pastor será arrebatado por causa do título de pastor, mas por causa da nova natureza em Cristo, que nos tornou suas ovelhas. O problema é que, muitos pastores no decorrer da caminhada, esquecem a sua natureza de ovelha. A exposição excessiva no exercício da autoridade tem levado muitos pastores a se acharem como Deus, sentados num trono de majestade, intocáveis e com imunidade total.

Muitos creem que não pode existir autoridade maior acima deles entre os homens e quando encontram uma autoridade, exercem o direito democrático de crítica, de desconstrução de tudo o que é feito pela autoridade e sua equipe até destruir o trabalho realizado. Sem falar, na torcida para que tudo venha a dar errado. Pastores doentes, que a si mesmos se apascentam, crendo que estão sadios. Ao olharem para o seu grande rebanho ou seus grandes celeiros, dizem no seu coração que estão fartos e abastados e que não precisam de ninguém.

Mas a verdade é que todos nós precisamos lembrar que, naquele dia, terrível para uns, maravilhoso para outros, se perdermos a natureza de ovelha, a função “pastor” de nada servirá para te salvar. A função “apóstolo”, de nada adiantará para te dar um assento especial na presença de Deus.

Só é ovelha quem anda e caminha no rebanho, seguindo o seu pastor. Se você é membro da Ormiban, a Ormiban é o nosso rebanho, como pastores. Queremos incentivar você a se envolver e andar junto com este rebanho. Se você não quer andar com este rebanho fisicamente, se envolver financeiramente, atender as diretrizes, participar dos projetos e se submeter aos colegas como um corpo bem ajustado, deve começar a questionar a si mesmo se você ainda tem a natureza de ovelha. E porque ser membro se não quero participar?

O meu objetivo com esta palavra é te incentivar a andar junto do rebanho. O pastoreio de pastores será levado a todos os estados. Jesus nos deu o exemplo. Apesar de toda a Sua autoridade, se submeteu a vontade do Pai. Apesar de termos a autoridade para

cuidarmos do rebanho do Senhor, precisamos continuar nos submetendo. Quem perde o hábito de se submeter, perde a natureza básica da ovelha. Não ande sozinho, é um risco para a tua vida, para a tua família e para a igreja que você pastoreia.

 

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Filipe A. Espindola

Presidente ORMIBAN